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Artigo: A revolução econômica silenciosa, mas emergente que vem da Linha JK!

A comunidade da linha JK vem se tornando um importante polo produtivo no interior do município.



Espigão do Oeste é um município cuja vocação produtiva sempre foi a agricultura e a pecuária.


É utopia falar em trazer grandes industrias para o município, pois uma “Tríade” de adversidade conspira contra esse projeto visionário.


Para abrigar grande industrias o município, não tem ainda uma energia confiável, tem escassez de agua e a falta de logística é pouca recomendada para o setor privado.


Por outro lado o município de Espigão do Oeste tem um amplo potencial para as agroindústrias, onde o trabalho começa tímido só com a mão de obra da família e aos poucos vai se expandindo gerando mais empregos e distribuindo renda a outras famílias.


Nesse seguimento vem outro exemplo justamente da comunidade JK, onde a empresaria rural Marta Felberg criou a agroindústria “Serra Azul” atuando na produção de alimentos com engorda e abate do frango “Caipirão” e, agora expandindo para aves de postura.



Um projeto solitário que contou com o apoio da Emater/Espigão através do veterinário Samuel que auxiliou na idealização do projeto da agroindústria que foi todo bancado com recursos próprios da proprietária Marta Felberg.


Hoje seus produtos já são encontrados nos grandes mercados de Espigão, Pimenta Bueno e Cacoal, levando o nome do município a outros centros de comercialização, inclusive na feira estadual a Rondônia Rural Show em Ji-Paraná.


Portanto, se não podemos investir na manufaturação de produtos em grande escala, vamos investir na produção primaria. Produzir alimentos em quantidade e qualidade para equilibrar nossa balança comercial e manter a economia em crescimento.


Esse é o caminho que os produtores da comunidade da linha JK estão trilhando, produzindo grãos, leite, gado de corte, frango, ovos e café para suprir as necessidades de alimento para outras comunidades que não dispõem dessas aptidões produtivas.



Cabe agora ao Poder Público fazer o seu papel de gestor, analisar essas iniciativas que surgem no JK e dar sustentação para que elas se expandam para outras comunidades, iniciando uma revolução silenciosa envolvendo todo o seguimento rural do município.


Ao longo da história podemos ver que as grandes transformações mundiais começaram através de pequenas iniciativas que foram ganhando corpo e acabaram por revolucionar, costumes, modas e comportamentos.


Que essa mobilização tímida e silenciosa que detectamos na comunidade da Linha JK não passe desapercebida pelas nossas autoridades, que ela sirva de parâmetro para que o nosso município encontre meios para canalizar esses exemplos e se tornar um produtor de alimentos.


As boas iniciativas devem ser copiadas e incrementadas para que essa corrente possa desaguar em uma grande mudança socioeconômica e, venha valorizar o setor da produção primária em Espigão que é o que de melhor temos hoje.


Fonte: Luizinho Carvalho