Cruzeirense ostenta paixão pelo clube com "rapomóvel" em Rondônia e acredita em recuperação do Clube


O Cruzeiro está perigosamente colocado há dois pontos da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro Série B. Situação que faz o torcedor se preocupar. Mas, não abala a paixão pelo clube de coração. Ao menos no que se trata de Rondônia. Mais especificamente estamos falando do fisioterapeuta, Adriano da Silva, de 41 anos, o Mineiro. É pelas ruas de Ariquemes que ele ostenta o rapomóvel. Que, segundo ele, é a prova de crise.


No clube e da pandemia. Hoje, Mineiro tem um carro popular todo caracterizado com as cores e referências à raposa. A ideia veio da observação de um fusca personalizado. Mas ele não contava com o decaimento do Cruzeiro e a pandemia. Porém, ele se manteve firme no objetivo.

– Eu caracterizei ele todo de Cruzeiro. Estive em Minas e vi uns carros personalizados que me chamaram atenção. Queria um fusca, mas estava custando uns 30 mil. Decidi então por um popular. Procurei em site de busca na internet e achei um 2008/2008. No mesmo dia, estava em Cacoal para buscar, levei o dinheiro no bolso, cheguei e paguei pra ele e trouxe ele para Ariquemes no mesmo dia. Eu venho contando para os meus amigos faz muito tempo mas eles não acreditaram. Porque já em 2019 meu time já começou a decair. 2017 e 18 fomos triunfais. Ganhamos Copa do Brasil e Brasileiro. Quando o Cruzeiro caiu para a segunda divisão comentei com um amigo meu que ia fazer, e aí os caras não acreditavam — conta o torcedor



Após a buscar para decorar o carro, tudo tinha que ser perfeito. Desde a tonalidade das cores até as peças. Porém, não foi tão fácil assim achar no Vale do Jamari alguém que fizesse do “jeito correto” que o torcedor queria.

– Foi uma saga para conseguir fazer o carro. Na primeira lanternagem, expliquei como deveria ficar e não conseguiram. Tive de levar para outra. Lá deixaram o carro da maneira certa. Eu mesmo que comprei a tinta e pesquisei a tonalidade. Comprei bancos de um carro mais atual e levei para Porto Velho para fazer estofamento. Pneus, ar, troquei tudo. E ainda acho que pode melhorar. Vou levar para a revisão. E, assim que passar, ficará mais com cara de cruzeirense. Para chegar a esse ponto, tem que ter paixão pelo clube. Assim como boa parte dos moradores de Rondônia, Mineiro carregou de Vazante na migração em 1994 para o norte a admiração pelo clube que cresceu na cidade.

– Minha paixão veio de Minas para Rondônia comigo. Desde criança admirava o clube. Em Vazante, apenas as maiores personalidades da cidade eram os que tinham televisão, em preto e branco. Eram cruzeirenses. Quando chegavam perto da casa deles, estavam decoradas de Cruzeiro. Ainda tenho um tio que é cruzeirense mesmo. Aquilo foi ficando na minha cabeça.


Nesta sexta-feira, às 21h30 (de Brasília), fora de casa, o Cruzeiro enfrenta a equipe do Paraná, em confronto direto, para não correr risco de voltar à zona da degola.

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