Em Tóquio, paratletas rondonienses falam da expectativa em participar das Paralimpíadas 2020


Três atletas rondonienses foram convocados para disputar as Paralimpíadas 2020 em Tóquio, no Japão. Kesley Josué, Ketyla Teodoro e Mateus Evangelista competem em modalidades do atletismo e são fortes apostas para o pódio. Em entrevista à Rede Amazônica, os competidores contaram um pouco das suas histórias e falaram das expectativas para as disputas. Irmãos Teodoro: estreia e sonho de pódio

Kesley, de 30 anos, e Ketyla, de 25, são irmãos e nasceram em Rolim de Moura, interior de Rondônia. Os dois sofrem de uma doença genética degenerativa que afeta a retina, chamada patologia de Stargardt.

"Essa doença é genética e degenerativa. O Kesley apresentou na infância, foi detectado assim que ele iniciou a escola. No meu caso, foi na adolescência. Eu tinha minha visão normal e com 12 anos eu comecei a ter perda da visão. Dos meus 12 aos 14 foram anos bem difíceis e eu perdi praticamente toda a minha visão", explicou Ketyla.

Quando crianças, moravam no interior e na época, como a cidade não possuía serviços de saúde especializados para identificar a patologia dos irmãos, a família precisou se mudar para a capital rondoniense em busca de tratamento médico.


Já em Porto Velho, um professor da Escola Estadual Castelo Branco - onde os irmãos estudaram na adolescência - viu o potencial esportivo da jovem e iniciou o seu treinamento de atletismo para participar das Paralímpiadas Escolares de 2012.

Durante o treinamento, a competidora rondoniense recebeu a proposta para ir para São Paulo, disputar uma competição de nível nacional. Entretanto, Kesley já tinha se formado e seus pais afirmaram que só deixariam Ketyla ir até o sudeste se o irmão a acompanhasse. Com a oportunidade, o técnico que convidou a atleta percebeu que Kesley também poderia competir. Desde então, os irmãos treinam para competir internacionalmente. Kesley disputou as Paralimpíadas que aconteceram no Rio de Janeiro em 2016 e Ketyla fará sua estreia em uma competição olímpica este ano.

"Essa é minha primeira Paralimpíada e eu não sei nem descrever em palavras a emoção. Já liguei para minha mãe, já chorei, mas tudo é emocionante, tudo é muito novo. É um planeta dentro de uma vila. A gente encontra pessoas de todos os países. Eu espero dar o meu melhor aqui", contou Ketyla sobre sua estreia. Fonte: G1/RO

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